O jogo é mais chato que não cumprir objetivos

09/10/2015

Nikolai me olha do canto do quarto, com a pena na boca e um paletó felpudo. Porque não bolar um plano? Melhor ainda um cilíndrico. Esse papo as vezes fica sem graça, não sou muito de baile de facas, nada faz valer a pena nada disso, nem a cor do seu olho. Eu to te vendo, ou to tentando: vê. Sinto meu rosto tomar o formato do teu rosto, de surpresa, rio como você enquanto digo uma coisa qualquer: sopro a fumaça com a sua boca, suas maçãs no meu crânio, fico com raiva disso. Uma vez um maluco me disse que eu tinha replicado a “vibe” dele. Me sinto um espelho depois que vi, replico: porem invirto. Só, então valeu. Faz uma coisa pra mim? Desacredita nessas bobagens.

Xi, não é que eu vejo essa cena rebobinando? O equilíbrio do cuidado mora entre esquecer de si e ser lembrado. Eu dava aquele rolê de novo, sim. Eu sei que você passava, mas eu daria aquele rolê sozinho também. A areia de praia se contorceu e dançou na nossa frente, você morreu. Você as vezes morre, mesmo, um dia eu também vou morrer, depois de ver você deixar tantos corpos que não são o meu,  um dia eu me abandono. Ei, me diz aquilo de novo, dá uma corda, ou deixa minha pilha acabar, me liga, se solta. Nunca soube de você, morri na luta. Segui caminhando.

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