Bob-isse muk à milhão 

09/03/2015

não por vontade de fazer um poema
mas só porque hoje te olhei
te olhei pertinho do reflexo da água no concreto
junto de uma porta branca, que dobra
procurei no google 70 palavras pra te dizer, tentei até achar uma frase
nem tudo que eu vi valeu à pena mas ainda assim notei: você existe tanto
porque não caberia na minha cabeça
é pungente esbarrar desconsertado com você, abre vias esvazia meus pulmões
a internet toda não caberia no pedaço da minha mão que te pertence
eu queria ser um inseto, viscoso
ouvir distorções causadas pelo corte do vento
a porta desdobra pra fechar
assim como a andorinha, a facada rasga
você me leva na cozinha pra me oferecer uma água
milenar mesmo é a diagonal
tenho medo de você
o causo é a força motriz do papo
a fumaça me levou daqui praí
você parece breu
minha cabeça para
suas palavras me convenceram
minha cabeça nunca para, mas desacelera
um pouco mais do que as palavras eu acho
não sei o que você é nem sei como a gente parou aqui
eu quero sentir vergonha de me despedir
poder ver meu frio na barriga quando nos afastamos
quem sabe com um casaco acolchoado e uma treta mal resolvida eu possa ficar perto
o sol queima minhas costas
enquanto a experiência come solta
e o papo fica tosco pra abrir espaço entre nossos olhos
“quebrando tudo não, no maior respeito”

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