(thinking of) Poems of poverty

10/19/2009

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O medo das limitações futuras me corrói e me inspira, todos os filmes que eu vejo, as músicas que ouço, as histórias que me contam, todas elas me dizem cada vez mais para aproveitar o que me resta enquanto há algo pra restar, enquanto há algo pra ter. Uma corrida, uma música, um raio, um raptor, um pomar, um filme… Cada parte, cada detalhe de uma história interminável que monta pessoas e modos de pensar por gerações e gerações, não como uma corrente que afeta poucos de um modo só e para no último, mas como uma explosão que mata uns e cura outros, de um jeito bonito e único. Não estou vivendo a vida de nenhuma outra pessoa, não estou vivendo para alguma coisa, só estou vivendo, e vivo do jeito que dá, tentando querer um jeito de me manter do jeito que eu quiser.

Um velho de cabelos brancos e compridos, que não passam do ombro, mas dão um ar diferente, uma bela barba malfeita que deixa a mostra o desenho, e um hábito adquirido na adolescência e nunca mais deixado pra trás, vive do dinheiro que o governo lhe dá por serviços prestados e não é mais prestativo a ninguém. Vive revivendo seu passado no pomar que mantem vivo atrás da casa, que lhe rende algumas frutas para as horas mais vazias. Amigo das pessoas da pequena cidade, continua ali, sendo apenas mais uma peça interessante pra quem está de passagem, e um velho amigo pra quem o conhece de longa data. Ali, sentado na sua cadeira de balanço ou na máquina tanto usada que hoje serve apenas para a diversão… Ah Itália, como é bom sentir você.


All the pretty girls go to the city

10/01/2009

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Andando no shopping com a garganta inflamada e a cabeça doendo, sua aula começa daqui a pouco e você decidiu que seria melhor rodear a praça de alimentação enquanto espera. Agora você vê uns amigos, e pelo hábito, decide falar com eles… Viria agora, aquela parte em que ele diz o quanto você cresceu e como você tem sumido, “É, tenho estudado bastante, e no tempo livre eu jogo wow ou toco violão ‘n stuff”, tu não tem estudado demais né. Eles estão um pouco incomodados contigo, você é incapaz de perceber esse incomodo, mas prefere acreditar nele, então vai embora antes que se sinta um estorvo.

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In the mausoleum

09/12/2009

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Ah, como eu queria parar aqui, aos 17.

Mas porque não me deixas ser quem sou? Parece não entender o quanto ser forçado a algo me adoece, e isso porque sempre disse me conhecer tão bem… Pobre, já não me conhece faz tanto tempo, não leva a sério minha desfunção emocional, não me leva a sério, drama, pensa. Nem tudo no mundo está bem, e você mais que ninguém já devia ter notado que não importa quanto esforço você mova para abrir os olhos de alguém, para convencê-lo do melhor, ninguém abre os olhos a não ser por conta própria, porque quer, porque percebeu. Aprende-se errando. Eu gosto tanto da vida que levo, sou tão feliz assim, tão quieto no meu canto, porque diabos incomoda-te tanto que eu seja tão quieto e inerte? Argh! deixa-me viver com meus ossos parados e meu cérebro ativo que não há nada de errado nisso. Eu diria “ninguém nunca morreu de ficar parado”, mas pode-se dizer que já morreu sim, mas o que importa? Todo mundo morre um dia…

“Erro da confusão da causa e consequência”


Re: member

08/22/2009

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Nós falamos besteira e de jogos novos com jogabilidade melhor, enquanto todos eles estavam ocupados com mulheres e bebidas nós estavamos aqui, sentados sozinhos. Tendo lições de música, sabendo sobre o que ninguém quer saber, eles sabem tanto sobre química, física, geometria analítica e coisas demasiadamente quânticas, e a gente aqui, sabemos tudo sobre os melhores jogos e as melhores músicas dos ultimos 15 anos.

Tá tudo bagunçado, eu sinto mas não sei o que pensar sobre o que sinto, não sei o que sentir, nem pensar. Achei que a rotina ocupada ia manter-me afastado dos motivos d’eu continuar postando tudo isso aqui, mas não afastou, acho que eu nunca vou me afastar de tudo isso, talvez eu procure problemas pra poder me sentir mais normal.

I knew you were playing dirty pool


Over the pond

08/16/2009

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Desinteressante. Não poder oferecer tanto quanto ele, tanto quanto todos eles, eu não pareço poder. Eu faço música bonita, mas as letras continuam vazias, eu só quero mexer com a cabeça deles, além de não conseguir me envolver por completo, eu não sei se quero. Dançando com ele, os pés e as mãos se batem bruscamente algumas vezes, nada grave, afinal, estamos em neve de veludo, é só diversão, nada de preocupar-se.

Um monte de pessoas e coisas ficariam muito bem sob tua proteção, sob teus cuidados, diversas situações e lugares ficariam melhores com a tua atenção, tua admiração. Mas se tratando de mim, é tu quem não se protege, quem precisa de amparo, são teus lugares que me procuram, tuas ruas que me caçam, ou pelo menos era, quando havia um lugar, uma situação, um algo pra haver entre o meu casaco de lã e o jeito com que você tirava os fios de cabelo dele, quentinho.


Stayed in afternoon and left at night

07/31/2009

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É assim que funciona, tudo vai, vem, acontece, e as coisas vão se arranjando daquelas formas engraçadas que não dá pra entender direito.

Bloqueado, tá tudo parado aqui em mim, eu não consigo pensar em nada pra dizer, nada pra cantar, nada pra ouvir, nada. Eu sempre me inspirei na vida dos outros, ou em situações simples que acontecem comigo, será que eu preciso de me inspirar em algum acontecimento grande pra fazer algo que eu mesmo goste?


Keep believing the things that you tell yourself

07/19/2009

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“I’m in need of someone to take care of me tonight”

Fique, não vá. Eu preciso de algo no que eu possa me apoiar, dorme comigo, me vigia de noite, segura minha mão. Se houve algo que eu aprendi em todos esses anos foi a gostar do meu hábito de não ligar pro que os outros dizem, foi a não ligar pra opinião. Eu já quis isso, já quis aquilo, já quis ir ali e acolá, eu já quis tanta coisa que eu nem me lembro do que eu comecei a querer antes de querer o que eu quero agora. Meu violão precisa de cordas novas, e eu também, preciso trocar umas coisas, uns pensamentos, uns conceitos. Será que preencher todo esses espaço que eu não consigo deixar vazio é realmente tão importante? Será que escrever tudo isso é realmente necessário?

Esse lugar é um tipo de depósito, tudo que eu deixo pra trás acaba parando aqui. Esse grupo pirata teve sua origem em Mialst, mas seus integrantes são provenientes de terras ainda mais distantes. Eu tento te fazer ver, mas tu não quer saber, e eu acabo por ficar no glacê do bolô, esperando que tu entenda. Essa sala é um tipo de hospital, e entre a parafernália, muitas camas estão dispostas.


Because it’s cruel to everyone.

07/11/2009

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Naquela tarde não era pra tudo ter mudado, não era pra tudo isso ter acontecido, mas pra ti mudou, eu acabei ficando afastado, isolado aqui em mórdor esperando que tudo se resolvesse como mágica, que tudo entrasse nos eixos. Na verdade eu queria que tudo entrasse nos meus eixos, nos que eu esperava.

“Nessas coisas que duram pra sempre, eu sou especialmente lento”. Eu sempre fui, lento, eu acho que no final das contas, eu não teria mesmo condições de acompanhar um nuvem que vai assim com o vento, acho que eu deixei o tempo passar, e ele não me esperou. É egoísta e eu sei, mas eu precisaria de duas vidas pra viver feliz, agora.

Talvez não possa mais ser, né? As coisas se arranjaram de um jeito especialmente complicado, é, taí uma palavra que define minha vida: bergamota. Nunca foi tão simples como parecia ser, nunca é, não com todas essas pessoas ao redor, não assim. Tu nunca me avisou que o tempo não resolveria o eu e você que ficou tão incompleto, tu nunca me disse que de repente, as coisas podiam mudar, tu nunca me disse. Eu não tenho vontade de gritar agora, nem de chorar, nem de nada, eu não entendo o que está se passando aqui, nem aí, nem em lugar algum, eu queria sumir e voltar a ficar na minha fortaleza só mais um pouquinho, só mais 5 minutinhoooos. Eu te avisei que era idiota, te alertei.


It’s all inside

06/28/2009

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Mas qual melodia que vai te ver nos meus braços? Qual melodia vai poder nos descrever?

Depois daquelas garrafas de vinho que deixamos na janela, por que caminho tu vai? Depois da pizza, depois de fugir, por qual caminho? Teus olhos de mel corriam de cima a baixo, me procurando. Meus olhos andavam (sono)lentos pelo corpo a minha frente, eu estava, mais uma vez, em casa. E novamente eu parei, no ritmo certo, no teu.


Honey’d sweet apples

06/20/2009

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É uma daquelas coisas que você não pode explicar, que não importa o quanto você enfeite o texto e declame ao mundo o quanto tudo parece se encaixar e fazer completo sentido, não importando o tamanho do post ou a formatação da página, não ligando pras luzes vermelhas nem pras azuis, não importa o quanto você explicite, sempre vai estar implicito.

Tem algumas coisas com as quais não se pode competir, eu sempre preferi não competir nem com as quais se pode, o conflito, pra mim, não é uma opção. O sorriso das vidas que eu levo, todos os risos, são ótimos. Ah, e tu me entende sobre aquele silêncio gostoso depois das risadas, eu sei que entende, tu me entende em vários pontos e não precisa de toque pra saber disso. Mas as coisas não são sempre como se quer, as coisas não podem ser, quem sabe em outra hora, outro ano, outra vida, quem sabe quando nós formos crescidos, quando tivermos esquecido o nosso breve e pequeno futuro, estrela pequena. E um dia estaremos eu, e muitas das pessoas que eu preciso sentados, vendo aqueles vídeos, aquelas fotos que fizeram de nós o que somos hoje, e tu também vai estar no meio do que me mudou. Olhando fundo naquela foto que não existe, querendo ser aquele dia que nunca houve, ultimamente querendo tanto coisas que nunca foram. E depois de todo esse discurso desconexo te lembro de que, não importa a situação, os tempos que tivemos juntos sempre estarão comigo, e contigo.

Hoje eu vi o 16:16